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14 de set. de 2019

SOL

O Sol


* Se somarmos a massa de todos os planetas, asteroides e cometas faremos apenas 2% da massa do Sistema Solar; os outros 98% de massa estão no Sol; no seu interior caberiam 1.3 milhões de terras; a energia que produz em cada segundo “pesa” mais que a maioria dos asteroides.

* Uma tão grande massa é constituída em 75% paradoxalmente, pelo elemento mais leve do Universo: o hidrogênio. O resto da massa solar é quase só hélio. Toda a matéria solar encontra-se num estado de plasma, nem líquido nem gasoso, um fluido completamente ionizado.



 Figura 1 – Estrutura interna do Sol.


* O Sol pode ser grosseiramente dividido em seis camadas. Do centro para fora, temos o núcleo, a zona radiativa, a zona convectiva, a fotosfera (visível) a cromosfera e a coroa.

* O núcleo solar ocupa cerca de um quarto do raio e é onde se processam as reações de fusão: quatro núcleos de hidrogênio (protões) fundem-se num núcleo de hélio com libertação de energia sob a forma, principalmente, de fotões gama. Em cada segundo, cerca de 700 milhões de toneladas de hidrogênio são convertidas em 695 milhões de toneladas de hélio e 5 milhões de toneladas de energia. As condições físicas no núcleo são, por isso e para isso, dantescas: temperaturas de 16 milhões de graus e pressões de 250 mil milhões de atmosferas.

* A zona radiativa estende-se até cerca de três quartos do raio do Sol e nela, como o seu nome sugere, a energia é transportada por irradiação – muito lentamente. Estima-se que um fotão possa levar em média mais de 150 mil anos desde que deixa o núcleo até atravessar toda a zona radiativa.

* Na zona convectiva a temperatura é relativamente muito mais baixa: cerca de 2 milhões de graus. O plasma nesta zona continua a ser demasiado denso e opaco para que a radiação passe livremente por transmissão. Por isso, a energia é transportada por imensas correntes de convecção, de modo que o plasma muito aquecido junto à zona radiativa se move em direção à superfície mais fria.

* A fotosfera é a superfície visível do Sol. É fria, só cerca de 5800 K. Logo acima da fotosfera encontra-se uma camada, a cromosfera, só detectável por espectroscopia, dado que emite numa zona do vermelho típica da dissociação do hidrogênio. A cromosfera e a coroa são como que a “atmosfera” solar.

* A coroa é constituída por um plasma muito difuso (cerca de 0.1 microbar) e, estranhamente, muito quente – cerca de 2 milhões de graus, e ainda mais quente nas zonas onde há erupções. Um dos objectivo da missão SOHO é esclarecer estes fatos.


 Figura 2 – A sonda SOHO. ESA/NASA.




 Figura 3 – A coroa solar durante um eclipse total.




















 Figura 4 – A coroa solar fotografada pelo coronógrafo LASCO a bordo da sonda SOHO.















As manchas solares observam-se na fotosfera mas as suas raízes encontram-se na zona convectiva. São áreas mais frias (cerca de 3800 K) podendo atingir 50000 km de diâmetro, e são magneticamente polarizadas (Figura 5).



 Figura 5 – Magnetograma: a negro as zonas de polaridade Norte – manchas solares – e a branco as Sul. Câmara MDI, SOHO.

Seguindo as manchas ao longo do tempo verificou-se que a rotação das camadas exteriores do Sol não é uniforme, mas sim mais rápida no Equador que nos pólos.
As proeminências também estão relacionadas com o campo magnético solar, acompanhando as suas linhas de força e podendo, nas épocas de máxima atividade solar, atingir altitudes de mais de 300000 km (Figuras 6 e 7).





 Figura 6 – Fotografia nos ultravioleta, no canal 304. Câmara EIT, SOHO.




 Figura 7 – Fotografia nos ultravioleta, no canal 171. Câmara EIT, SOHO.


Estes traços da atividade solar, erupções, manchas e proeminências revelam um ciclo de cerca de 11 anos terrestres. O campo magnético solar é fortíssimo e a magnetosfera estende-se para além de Plutão: todos sentimos as consequências dos máximos de atividade – as tempestades solares – principalmente nas telecomunicações.


O SOL

Dados Astronômicos

Orbita
Centro Galáctico
Velocidade orbital média (km/s)
19.4
Período de rotação (dias)
25-36 (equador-pólos)
Inclinação do eixo de rotação
7.25º
Magnitude visual máxima
-26.74
Número de Satélites
9 planetas

Dados Físicos

Raio médio (km)
696 000
Massa (kg)
1.989 X 1030
Volume (km3)
1.412 X 1018
Densidade média (g/cm3)
1.408
Gravidade à superfície no equador (m/s2)
274.0
Velocidade de escape equatorial (km/s)
617.7
Temperatura média da superfície (K)
5778
Campo magnético (Gauss)
2-3000 (polar-manchas)
Pressão atmosférica à superfície (mbar)
0.868
Composição da atmosfera (vol%)
H(90.965), He(8.889)

Dados Históricos

Missões espaciais
Pioneer 5,6,7,8; Skylab; Explorer 49; Helios 1,2; SMM;Yohkoh; Ulysses; SOHO; Genesis

17 de nov. de 2015

ABC DA ASTRONOMIA

A série de trinta episódios apresentando um conceito na Astronomia com cada letra do alfabeto.
Confira.

Vídeo: 01- Astronomia
Duração: 00:07:42


Vídeo: 02- Ano-Luz
Duração: 00:04:43

VÍDEOS: POEIRA DAS ESTRELAS

Essa é uma série da Rede Globo apresentada no Fantástico sobre a origem do Universo. São doze episódios. 
Vale a pena conferir.

Vídeo: 1 - O começo de tudo
Duração:00:08:00


Vídeo: 2 - O nascimento da Ciência
Duração:00:11:00

23 de out. de 2011

A ORIGEM DA TERRA E DA VIDA




Origem do Universo
Uma das teorias é a do Big-Bang. No início existia apenas um denso aglomerado de partículas no qual ocorreu, há cerca de 15 bilhões de anos, uma grande explosão. Cerca de 300 mil anos depois da explosão, partículas começaram a se juntar, originando os primeiros átomos. Esses formaram nuvens de gás e poeira (nebulosas), que cada vez mais se afastavam do local da explosão. A partir das nebulosas, originaram-se estrelas, planetas, cometas, asteróides e outros materiais encontrados no Universo.

Origem do Sistema Solar
Há cerca de 4,5 bilhões de anos, muito tempo depois do Big-Bang, uma estrela surgida das nebulosas, já velha explodiu dando origem a uma imensa nuvem de gás e poeira. Devido à atração gravitacional entre as partículas que a constituía, o material dessa nuvem foi sendo atraído pelo seu centro. A nuvem começou a se contrair (encolher) e a girar, o que fez com que se achatasse e assumisse a forma de um grande disco. No centro, devido ao número maior de partículas, ocorriam muitas colisões. Como colisões geram calor, nessa região formou-se uma esfera muito quente, o nosso Sol. Em outros pontos da nuvem, esse processo também ocorreu, mas originou esferas menores, com menor quantidade de partículas: os futuros planetas – um deles, a Terra.