Sudão fecha jornais e TV
Em meio à crise que já deixou pelo menos 50 mortos,
entidades pedem proteção a prisioneiros
Manifestações que haviam começado como repúdio ao corte de subsídios no Sudão transformaram-se, durante a semana, na exigência da deposição do presidente Omar al-Bashir, à medida que as forças de segurança reprimem ativistas violentamente.
Ontem, grupos de defesa dos direitos humanos acusaram o regime de atirar com intenção de matar manifestantes.
Pelo menos 50 foram mortos em dois dias, de acordo com a agência de notícias AFP, que afirma serem os protestos mais graves desde aqueles vistos em 1989.
A rede de televisão saudita Al Arabiya, que vem registrando a crise no Sudão, teve ontem seu escritório fechado na capital do país, Cartum, após seu correspondente no país ser convocado para prestar esclarecimentos.



